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Garoto encontra garoto [David Levithan]

24.8.16

안녕하세요! Não sei como eu consegui atrasar com as resenhas, se eu até que tô seguindo bem com as leituras do desafio ¬¬' enfim, de todas as resenhas, nenhuma me deu tanto prazer de escrever quanto Apenas um dia e essa daqui.

Os temas do IDY do mês de abril eram
  1. Comprou pela capa
  2. Abandonado
  3. Lançamento
Eu escolhi Comprou pela capa. Sério, não entendo como o pessoal não curtiu essa edição brasileira, eu achei tão amorzinha!

Título Original: Boy meets boy
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Gênero: Ficção estrangeira


Nesta mais que uma comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile Infinite Darlene é uma quarterback que costumava se chamar Daryl, e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola... E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah!

O que eu achei...
Garoto encontra garoto conta a história de Paul, um garoto gay com vários amigos também de outras condições sexuais. Joni, sua melhor amiga, é uma das pouco heterossexuais que constam no círculo de amigos de Paul.

O legal é que nesse livro o autor não conta como seria a aparência dos personagens, na verdade, o único que ele diz algo bem característico é de Noah. Daí fica bem legal imaginar a aparência dos personagens, como cada um é e tal. Confesso que eu já dei umas três caras pro Paul e uns três cabelos pra Joni kekeke

O livro é bem lindinho, eu achei super fofo, tanto pela capa quanto pelo conteúdo. Eu nunca tinha lido um livro em que o tema central seja as sexualidades dos personagens, principalmente um em que o protagonista é homossexual assumido. Agora imagine o Daryl com 1 metro e 90 de altura, quarterback do time de futebol da escola, transexual e chamado de Infinite Darlene. Ele, oops! Ela protagoniza várias cenas engraçadas do livro que se tornaram parte das razões de eu ter gostado tanto desse livro.

É um dos poucos romances jovem que eu li e gostei de verdade. David Levithan sai do romance habitual, coloca uns elementos super incomuns de se achar em livros, principalmente de romance, e escreve de uma maneira que eu achei extraordinária pra caramba. A escrita dele é simples e objetiva, não precisei ficar procurando nenhum termo e ainda tem um quê que te prende do começo ao fim, tanto que é um dos únicos livros que eu consegui ler super rápido (ainda mais em época das provas oficiais da faculdade) e fiquei me perguntando se não havia pulado nenhum parágrafo que seja. Sem contar que eu achei ele um dos poucos autores na minha estante que conseguem passar ótimos "conselhos" que se encaixam perfeitamente na vida real e que você só percebe depois que leu. Eu li mais rápido do que esperava. não achei que fosse gostar tanto, pois comprei mesmo pela capa, que é lindíssima por sinal!

O amor que Noah sente por Paul é tão puro que a gente acaba torcendo pra que dê tudo certo. Tem uns trechos referentes a eles que eu fiquei bem emocionada. Foi uma das poucas histórias que eu senti que foi bem real e espontâneo. Dou nota 5.0 com certeza! O autor escreve de uma forma em que as situações, por mais estranhas e engraçadas que sejam, possam ser imaginadas como se fossem partes da vida real. Eu não tô conseguindo me expressar muito bem, mas o que eu quero dizer é que é a história é muito real, mesmo sendo ficção. No mundo em que vivemos hoje, quando é que duas pessoas, independente das sexualidades, vão poder andar na rua de mãos dadas e ninguém se ofender?

O mundo ama rótulos idiotas. Eu queria que nós pudéssemos escolher os nossos.

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