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[BEDA 4] Fazer o bem, sem olhar a quem!

4.8.15

안녕하세요! Sábado eu peguei um ônibus, escolhi um lugar e me sentei. Tudo bem, se não fosse pela menina (que subiu no mesmo ponto que eu) ter deixado o celular cair do bolso. Olhei pra trás, procurando por ela e não a encontrei. A solução veio na hora: pegar o celular e guardá-lo até ela entrar em contato.

Não deu outra. Escorreguei pro banco onde ela estava sentada, peguei o celular e coloquei na bolsa. Cheguei ao meu destino e fiquei esperando me atenderem pra fazer minhas compras, fazendo questão de checar o aparelho a cada meia hora pra saber se ninguém havia ligado.

Duas horas depois, a espera e aflição terminaram e finalmente a dona do aparelho entrou em contato pra saber onde o bendito estava. Vocês não têm noção da felicidade da menina quando eu disse que estava perto de onde ela mora e que já estaria indo para o local sugerido pra devolver o aparelho.

Quando cheguei no local e encontrei a menina, a primeira coisa que ela fez foi me agradecer, me cumprimentar e me dar um abraço. Além disso, ela ainda disse (nessas mesmas palavras) que "ainda bem que ainda tem gente boa nesse mundo. Obrigada, mesmo, moça!". Encabulada, eu apenas a encarei, dei um "de nada" meio fraquinho e nós duas seguimos nossos caminhos opostos.

Eu tava meio "sei lá" pra vida, pensando em desistir de tudo o que conquistei e jogar pro alto meus sonhos, por achar que por algum motivo divino, eu não tinha nenhuma boa razão pra continuar onde cheguei. Gente, se vocês soubessem o bem que me fez ouvir essas palavras... Além disso, enviei algumas mensagens pra uma amiga falando sobre o que aconteceu e ela me disse (palavras da própria) "Hoje você subiu mais um degrau em direção ao céu".


Pelas palavras que a menina me disse, as da minha amiga que eu li e pelo ato em sim, eu ainda estou me sentindo bem leve. Ontem fui pra faculdade toda alegre, bem mais do que reencontrar os amigos. Nem parece que havia passado (basicamente) um mês inteiro dentro de casa. Minha consciência está tranquila e meus ombros leves, como se eu tivesse concluído uma missão que alguma divindade colocou no meu caminho.

Depois de 20 verões aqui na Terra, eu pude compreender que as coisas não são como a gente sempre espera (e se outra pessoa tivesse pego o celular da menina e jamais devolvesse?), que por mais que a gente não acredite ainda tem uma porção de milagres acontecendo por aí e que o melhor é nunca perder a fé. Não tou falando de religião, tou falando da fé em si mesmo, de acreditar. Tou falando de ter esperança de que, no mundo atual em que vivemos, ainda tem gente por aí espalhando atos de bondade.

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