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Quem é você, Alasca? [John Green]

14.7.15

안녕하세요! Sem enrolação hoje... Finalmente a resenha de abril \Õ/
Quem é você, Alasca? - John Green

Título original: Looking for Alasca
Autor:
John Green
Editora:
WMF Martins Fontes
Ano da Edição:
2010
Gênero:
Romance



Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras – e está cansado de suas vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto  o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Quem é você, Alasca? narra de forma brilhante o impacto indelével que uma vida pode ser ter sobre outra. Um livro incrível que marca a chegada de John Green como uma voz importante na ficção contemporânea.



Quando Miles Halter resolve cursar o ensino médio em um colégio interno, é questionado por seus pais e responde que está em busca do Grande Talvez de sua vida. Ao chegar em Culver Creek o jovem conhece Chip Martin (o Coronel), Takumi e Alasca Young, e passa a ser chamado de Gordo. Pronto! Já está embarcando numa aventura inesquecível.

Ah, o livro é dividido em duas partes: “antes” e “depois”. Mas, como a história é contada em primeira pessoa, no ponto de vista do Gordo, então acho que faz mais sentido dizer que a vida do mesmo é que foi dividida.

No antes é onde acontece toda a ação do livro. É aí que o Miles sai de casa e vai para Culver Creek, conhece aqueles que serão seus melhores amigos e aqueles que serão seus inimigos de escola. É onde ele passa a manjar dos paranauês da vida. É onde ele aprende a amar e a viver… Enfim, é onde acontece tudo o que vai mudar a vida do querido Gordo. Mas não se enganem, porque é no antes que acontece a grande tragédia. Já no depois, é onde a vida do Gordo está totalmente mudada, é onde tem uma das cenas mais tristes do livro, mas também é onde está a mais engraçada e mais esperada pelos personagens.

Falando em personagens, eu os citei há três parágrafos, mas ainda não falei muito sobre. Exceto pelo Miles, na introdução. Bem, o Coronel é um dos garotos mais inteligentes que eu tive prazer de conhecer. Ele leva uma vida pobre com sua mãe, que mora num trailer, e tem uma mente brilhantemente incrível. O Takumi é o típico japonês dessas histórias americanas, aparece bastante mas não sei muito sobre ele, além do fato de ele ter família no Japão. E a Alasca, como descrever a Alasca?É difícil tentar entendê-la e confuso de explicá-la, ela é um misto de sentimentos e emoções, todos amontoados uns nos outros. Ela tem razões sólidas pra fazer o que faz. Também tem outros personagens, mas vamos focar nesses, que são os que fazem a história.

Ai ai, a Alasca…

“Se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão.”

Apesar do Miles passar a ter uma vida cheia de aventuras, o livro tem uma história bem calma, que chega a ser chata em algumas partes, e se passa no colégio Culver Creek, mas que de vez em quando sai desse cenário. Eu acho que o melhor do livro está nos personagens, pois a gente acaba percebendo que eles é quem fazem a história girar. É realmente como se fosse um diário pessoal do Miles, a gente acaba sabendo de todos os sentimentos e pensamentos que o envolvem. Claro que tudo com um toque de John Green, né.

Dos quatro livros do John Green que eu li, esse é, sem sombra de dúvidas, o meu favorito. Como eu sou apaixonada pela Alasca, gente! E essa capa preta? É tão linda quanto as outras. “Quem é você, Alasca?” é um dos livros que eu tenho orgulho de falar que AMO (sim, com todas as letras maiúsculas) em um tom alto e confiante. O que mais me impressiona é que ao ler o livro, eu sempre tenho a impressão de estar lendo uma história verídica ou inspirada na vida real de algum personagem.

Se eu posso ter um livro pra vida, então é esse. E se eu posso ter algum personagem literário como inspiração, então seria a Alasca, o Coronel, Takumi ou o Gordo. Se você lê com atenção, você acaba percebendo coisas da realidade, como ficar entalado na janela ou receber um castigo do diretor. E pra quem não tenha gostado da história e/ou prefira outros títulos do autor, eu lhe questiono: qual é a graça de ler uma história com o final estampado já no início?

Quotes favoritos


"François Rabelais. Era poeta. Suas últimas palavras foram: 'Saio em busca de um Grande Talvez'. É por isso que estou indo embora. Para não ter de esperar a morte para procurar o Grande Talvez." (pag. 05)

Ela sorriu com todo o encantamento de uma criança na noite de Natal e disse: "Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer." (pag. 45)

"Tenho medo de fantasmas, Gordo. E minha casa está cheia deles." (pag. 82)

"Simplesmente parei de me importar com o fato de eu ser um perdedor, de não ter amigos e tudo o mais. Então acho que foi bom para mim, de certa forma, mas, na hora, achei terrível." (pag. 121)

"Ela não me deixou o suficiente para descobri-la, mas me deixou o suficiente para redescobrir o Grande Talvez." (pag. 217)
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