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Apenas um dia [Gayle Forman]

28.7.15

안녕하세요! Não é novidade nenhuma que eu estou bem atrasada com as resenhas do I Dare You, mas eu não pude resistir, sem contar que é emprestado... Então achei melhor encaixá-lo entre os livros do IDY pra poder devolver logo pra dona!


Título Original: Just one day
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Gênero: Ficção norte-americana e romance


A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.

Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

A Allyson, no começo do livro, é bem caladinha e deu pra ter uma base de como a personagem é. O que não dá pra descobrir logo de cara é o porquê, exceto pelo fato de ela – meio que – se submeter às vontades e caprichos de sua melhor amiga, Melanie. A Allyson é aquela garota que cresce sem aprender a fazer as próprias escolhas, indo sempre pelo caminho que mandarem ir. Assim mesmo, sem discussões ou palpites sobre o que ela acha melhor pra ela mesma. Ao contrário da melhor amiga… Enquanto Allyson seguia à risca sua vida programada, a Melanie trilhava o próprio caminho.

A Melanie é o oposto da Allyson. A Melanie escolhe as próprias roupas e vai onde quiser, ela tem total controle de sua vida. Em vários trechos foi possível perceber o quão machucada a Allyson ficava ao constatar que a amiga tem o direito de mudança, de opinar e ao livre-arbítrio e até mais que isso, enquanto ela própria se via ali, seguindo os padrões impostos pela família.
E falando na família da Allyson, só queria dizer que: NUNCA MAIS RECLAMO DA MINHA MÃE. Gente, é sério! A mãe da Allyson é bem controladora. Durante a excursão na Europa, Ellie ligava todo dia pra filha. Era Ellie quem escolhia as roupas e fazia a programação de Allyson. Era Ellie quem ditava o que Allyson podia e não podia fazer. Além disso, Ellie também gostava de controlar o marido... Daí a gente entende o porquê da Lulu ser tão espontânea enquanto estava em Paris. Ah é, tem a Lulu. Eu estava esperando o momento  certo pra falar dela e acho que é agora.

Lulu é o contrário da Allyson, mas ainda bem diferente da Melanie. Enquanto a Melanie queria chamar atenção, a Lulu só queria liberdade pra ser feliz. E mesmo sendo um alter-ego, Allyson aprendeu muitas coisas de valor com Lulu.

Pronto. Agora, posso falar do Willem…

Foi Willem quem começou a chamar Allyson de Lulu, mas ele não é o criador de Lulu. Na verdade, creio que ele só tenha dado o impulso necessário pra Lulu vir à tona, porque Lulu sempre existiu. Ele faz a proposta de levar Allyson pra visitar Paris por um dia, mas é Lulu quem ele acaba conhecendo. Não sei muito sobre Willem, as é fato que sua vida gira em torno dos acasos, bem sem roteiro mesmo. Já deu pra perceber que ele também é diferente da Allyson, mas também se distingue de Melanie. Não vou “compará-lo” com Lulu porque foi ele quem ensinou Lulu o que é viver com liberdade.

Resumindo… A história gira em torno de Allyson, Lulu e no relacionamento de ambas com Willem. Sim, Lulu. Afinal de contas, Lulu não existiria se Willem não tivesse aparecido na vida de Allyson. Mais do que isso, a história não é só sobre as frustrações de Allyson, mas também trata de liberdade, livre-arbítrio, felicidade, autocontrole e tudo o mais que se encaixar aqui (não quero encher o texto de sinônimos '-').

Se eu recomendo esse livro? Pff, mas é claro que sim! E é sem hesitação nenhuma que eu dou nota 5,0. Esse livro é muito amorzinho e não é só “mais um” na minha wishlist ou nos meus favoritos. A premissa de ter apenas 24h pra conhecer Paris já me prendeu, imagine então com os toques da autora em relação aos personagens! Em vários momentos eu pude me ver na pele da Allyson... Mais do que isso, eu também consegui sentir na pele as emoções de vários personagens, e isso me tocou pra caramba, sabe?

Lendo com atenção, a gente consegue tirar boas lições pra vida. Eu, por exemplo, aprendi que uma vida toda planejada e regrada, por mais organizada que seja, nem sempre nos traz bons resultados ou realmente é o que a gente quer que nosso futuro seja. Você quer ser feliz ou viver a felicidade de alguém? Você quer ter uma vida, ou viver a vida de alguém? Não podemos delegar nossa vida a outros, pois se trata da nossa felicidade. O futuro começa aqui e agora. E a felicidade pode, sim, ser encontrada nas menores coisas do universo!
Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.
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