0

Creepypasta: Zumbido

20.6.15

안녕하세요! No outro post eu falei que tava em busca de creepy e que voltaria pra postar uma nova. E tá aí... Uma creepy novinha procês!!!

Creepypasta "Zumbido"


 “Ouviu isso?” – Meu irmão, Andrew, perguntou.

“Muito engraçado” – Eu respondi.

Andrew olhou como se algo longe estivesse fazendo ruído. Distraindo-o. Ele descreveu como o barulho de uma sirene policial, repetindo de novo e de novo, mal ouvi sobre o canto noturno dos grilos e o baixo ruído das rodovias próximas.

“O que… Foi isso?”

“Eu não sei, mas está tarde. Vamos dormir.”

Eu acordei e vi meu irmão na janela do nosso quarto, com a cabeça inclinada para o lado, como se estivesse ouvindo algo atentamente. Ele parecia confuso e quase… triste. Nós descemos as escadas para nos juntarmos aos nossos pais no café da manhã.

Meu pai moveu seus lábios. “Vocês dormiram bem essa noite?”

Meu irmão e minha mãe responderam juntos com um “não”.

“Eu também, continuei ouvindo os policiais lá fora. Deve ter sido uma noite agitada”, meu pai disse.

“Fala sério”, meu irmão exclamou, “Eu tive o mesmo problema!”

“Eu também”, minha mãe adicionou.

Eu percebi que minha família parecia um pouco aflita.

O dia correu normal, mas parecia um pouco… lento, e sombrio. Sempre que eu estava na companhia de algum parente, ele parecia distraído, desinteressado em qualquer tarefa em que estivesse envolvido. Aquela noite nos sentamos juntos, assistindo televisão. Havia uma reportagem sobre muitas pessoas reclamarem de uma sirene policial irritante.

“A polícia de Los Angeles afirma que não é responsável pelo barulho, dizendo que foi avisada do problema e está investigando com esforço. Fomos incitados a não nos preocuparmos, já que não parece que há envolvimento com o crescimento do crime”, o  repórter explicou.

“Acho que vocês não foram os únicos”, eu disse.

Ninguém respondeu.

“Está se aproximando, Junior.” Andrew me disse, mais tarde, enquanto eu jogava videogame. “Isso é tão irritante. É tipo… Bem na sua cara. Eu odeio isso.”

“O que? Esse barulho? Está tudo na sua cabeça. Você só está cansado. Vamos descansar”, eu respondi.

“Tá… tá, tudo bem. Boa noite”. Ele estava olhando para o teto, de olhos arregalados, enquanto eu mergulhava no sono.

Na manhã seguinte eu não vi Andrew na janela quando acordei. Em vez disso, eu o vi sentado em sua cama, com suas mãos sobre seus ouvidos, chorando.

“Hey, cara, o que há de errado? Você está bem? Por quê está chorando?”

Entre soluços e lágrimas ele me pediu para ver nossos pais. Mesmo confuso eu o obedeci e desci as escadas. O que eu vi me destruiu. Eu quase desmaiei.

Meu pai estava no chão em uma pequena poça de sangue, ao redor de sua cabeça. Faz sentido, considerando que ele havia furado seus ouvidos com pequenas facas. Minha mãe havia usado fita adesiva em volta de sua cabeça. Parece que ela usou o rolo inteiro, sufocando-se com eficácia. Juro que a vi se contrair, o que me fez correr de volta para cima, para meu quarto.

“Por que? Por que eles fizeram isso? Machucaram a si mesmos. Por que?!”, eu perguntei freneticamente.

“É o barulho!”, ele gritou. “Está tão perto! Não consigo ouvir meus pensamentos. Não consigo aguentar! Ahh! Faça parar! Isso não irá parar. Isso matou nossos pais…” Ele se afastou e olhou diretamente para mim.

Todo o quarto pareceu tremer enquanto Andrew bateu sua cabeça contra a parede o mais forte que pôde. Eu estava tão surpreso, horrorizado e triste a fazer algo, a não ser olhar. A quinta batida pulverizou sangue na parede, mas ele ainda continuou, martelando a parede com toda a sua força. Ele conseguiu abrir uma rachadura funda em seu crânio. Seu sangue vermelho escuro jorrou como suco de um jarro. Ele caiu, com suas mãos ainda nos ouvidos. Parecia quase como se ele estivesse prestes a sorrir.

Eu nunca ouvi a sirene que destruiu minha vida, e provavelmente a de outras pessoas. Eu não consegui. Eu sabia que meu irmão me invejou no momento em que olhou em meus olhos.

Eu sou surdo. Eu não sei se isso é uma bênção, ou uma punição, uma horrível maldição.

O que eu sei é que o foi o som que fez minha família querer morrer, e provavelmente muitas outras pessoas.

Eu sabia que ficaria sozinho e triste.

Eu sabia que não haveria mais o zumbido dos carros na rodovias próximas.

Blogger
Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Voltar ao topo
voltar ao topo