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Cidades de papel [John Green]

21.1.15

안녕하세요! Eu tinha postado aqui sobre o I Dare You - Desafio Literário 2015, e essa é a resenha do primeiro livro tanto do desafio quanto do blog. Não sou muito boa em colocar meus pensamentos em um texto, mas vou fazer todo o possível. Se houver qualquer erro, perdoem-me porque é a primeira vez que eu escrevo sobre livros.

Cidades de Papel - John Green

Título original: Paper towns
Autor:
John Green
Editora:
Intrínseca
Ano de lançamento:
2008
Gênero:
Ficção

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.


Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Imagem: Meu flickr | Sinopse: Editora Intrínseca


Quentin "Q" Jacobsen pode ser o personagem principal, mas quem mais chama atenção é a Margo Roth Spiegelman e todo o mistério de quem ela realmente é. Sempre que uma personalidade dela era citada, eu me sentia na pele do Jacob e me pegava imaginando como ele se sentia. Os amigos do Q também acabam chamando atenção (um dos pontos altos do livro: personagens não-principais que não ficam ofuscados) pelos risos que ambos conseguiram arrancar de mim e pela inteligência. Não tive como me segurar em muitos trechos com o Ben, e a ideia do autor de buscar e criar tantas informações pro Radar ser inteligente me deixou espantada. Haja paciência e tolerância, viu!

O que eu mais achei o ponto alto é a escrita jovem do autor. E mesmo com um palavrãozinho aqui e outro acolá, eu não fiquei incomodada e nem achei que o Green fosse desses autores que jamais conseguem transmitir a personalidade jovem dos personagens. E com Cidades de papel não é diferente, até porque se a linguagem fosse mais adulta eu ainda estaria na metade da história. Porque eu odeio livros juvenis com linguagem adulta, como se o personagem crescesse antes da hora mas sem amadurecer. E o que eu mais achei que fosse o ponto fraco acabou cooperando pra tornar a história melhor: todo o mistério em descobrir a verdadeira Margo e onde ele tinha ido parar.

O livro começou tão calminho que eu achei que não fosse gostar, minha irmã só dava dicas de que o livro era de fato ruim e eu quase caí na lábia dela. Entretanto, o quarto livro do John Green que eu li acabou se tornando meu segundo favorito. Consegui captar todo o mistério da Margo, a angustia do Q em seguir as pistas pra conseguir encontrá-la, o humor do Ben e a inteligência do Radar. Só não dou 5 porque achei meio enroladinho.

Quotes favoritos


"Fazer as coisas nunca é tão bom quanto imaginá-las." (pag. 90)

"Não sei mais quem ela é, ou quem era, mas preciso encontrá-la." (pag. 164)

 "Eu precisava descobrir como Margo era quando não estava sendo Margo." (pag. 195)

 "É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo." (pag. 262)

"O que quero dizer é que as metáforas não são poucas. Mas você precisa ser cuidadoso ao escolher sua metáfora, porque ela faz diferença." (pag. 357)
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